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Arqueologia

O achado avulso de objectos pré-históricos no Pó ou nos seus arredores demonstra que nestes tempos recuados as comunidades humanas aqui se estabeleceram. No principio deste século José Leite de Vasconcelos levou para o Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, cerca de 58 instrumentos de pedra polida e 4 machados planos em cobre. Neste museu encontram-se indicações que José Leite Vasconcelos, então director daquele museu, terá adquirido alguns machados de pedra polida numa excursão que fez a Óbidos e Lourinhã em Fevereiro de 1908. Outro machado de pedra polida tem a indicação de ter sido adquirido em 1 de Abril de 1920. Há também indicação de que um dos machados em cobre foi adquirido pelo mesmo numa excursão a Óbidos e Lourinhã em Outubro de 1913.

Mas é na época romana que a tradição está mais apegada sobretudo pelas indicações de diversos autores sobre machados de alicerces de edifícios antigos e moedas romanas. Nas “Memórias históricas de Óbidos” pode mesmo ler-se uma referencia a uma cidade no tempo dos Romanos e se chamava Poya. Para o lado do poente, se encontravam vestígios de que ali chegava o mar e argolas para segurar as barcas; provavelmente, braço que entrava pelo Aboboriz e chegava até àquela então cidade.

No Pó teria edificado o imperador César uma cidade ,segundo o autor das “Memórias históricas de Óbidos”. O próprio planalto das Cezaredas é, por tradição, conotado com aquele imperador romano e do seu deriva o nome do planalto no qual pastavam os seus cavalos.

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